segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Segregados

 







Sociedade excluída,
segregados homens são.
Por escolha e por vontade?
Talvez "mera imposição".

A minha pele negra expele a dor passada,
presente em meu coração.
Em minhas lágrimas cor de sangue,
o sofrimento de uma nação.

Sou descendente de Palmares.
Eu sou um povo sofredor.
A minha voz silenciada,
pelo meu grito de dor.

Sou filho, neto, pai e amigo,
não desisto de lutar!
Sou filho, neto, pai e amigo,
não me canso de falar!

Somos todos segregados,
todos somos humilhados.
Sociedade oprimida,
nessa luta pela vida.

Vida louca, sem sentido,
ser humano afligido.
Tua força vem de dentro,
sua vida, seu lamento!





Leomir Santana

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Impulso

Quem é você?
Um anjo, um demônio?
Não sei, nem quero saber.
Não quero saber se você me ama, ou me odeia,
Com todas as suas forças, pernas e pensamentos.
Sentimentos.


Desejos que tomam meu peito,
E me deixam assim inquieto,
Preso no teu jeito perfeito de ser.
Mas tudo que sinto, para você,
É nada... Nada.


E nada me faz mais feliz,
Do que estar perto,
Vivendo em você.
Vivendo um sonho,
Sonhando sempre,
Sonhando que tenho você.
Mesmo sem querer o meu querer.



Leomir Santana

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A ilha dos enigmas

Para falar a verdade, não tenho o hábito de escrever histórias fantásticas, cheias de seres mitológicos, ou algo do tipo, mas o que vou narrar agora pode parecer surreal para algumas pessoas. Cabe a você, assíduo leitor, comparar e interpretar os fatos descritos a seguir como quiser e bem entender. 
Então sem mais delongas...
Distante 42 milhas da costa, em pleno Oceano Pacífico, está Nirraj: ilha cercada por águas calmas e serenas.
Poderia levar horas falando de suas belezas: suas montanhas imponentes; seus prédios dourados em forma de pirâmide; seus cinco palácios de mármore... Mas, com toda certeza, o que mais chama a atenção em Nirraj é o seu poder de ludibriar e encantar de maneira sutil e imperceptível. Conhecida como a ilha dos enigmas, Nirraj é uma ilha cheia de cores, imagens, sons e formas que interagem simultaneamente com seus habitantes; repleta de segredos e superstições. Dizem que todos aqueles que a visitam se apaixonam e nunca mais retornam; muitos afirmam que Nirraj revive seu passado a cada minuto que se entende. Ela trás consigo, desde seus primórdios, as conquistas, os amores e esperanças de todos os seus habitantes.
Tudo em Nirraj possui algo de mágico, de lúdico: no primeiro dia da primavera, sentado num banco da praça, pode-se perceber o quanto o tempo parece não estar presente naquele momento, o tempo passa como uma leve brisa de verão em uma noite quente de verão. O tempo em Nirraj passa sempre sem querer passar.
Agora, espero que algum dia, em algum lugar, alguém leia estas palavras que escrevo de toda a minha alma, estas palavras que coloco nesta simples garrafa de vidro e arremesso em pleno Oceano pacífico. Espero sinceramente, que saibam que sou muito feliz aqui, em Nirraj: a ilha dos enigmas.


Leomir Santana